UFSC inova ao classificar uso de IA generativa como plágio
Universidade aprova resolução pioneira que define normas de integridade acadêmica na era da inteligência artificial
A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) tornou-se pioneira ao aprovar, em 2 de dezembro de 2025, uma resolução que inclui o uso inadequado de inteligência artificial generativa como forma de plágio acadêmico.
A decisão do Conselho Universitário classifica seis tipos tradicionais de plágio e inova ao prever especificamente o “plágio por uso de IA generativa”, alinhando-se aos desafios contemporâneos do ambiente educacional.
O processo de elaboração foi extenso e participativo, iniciado em 2020 pela Biblioteca Universitária e incluindo consulta pública em 2024.
A resolução estabelece gradação de severidade (pontual, médio e grave) e se aplica a toda a comunidade universitária: estudantes, docentes, técnicos-administrativos, pesquisadores, bolsistas e estagiários.
Os casos serão apurados por sindicância ou processo administrativo, com garantia de contraditório e ampla defesa. A UFSC disponibilizará ferramentas automatizadas de detecção para auxiliar nas investigações.
Por que é relevante?
A medida reconhece institucionalmente que ferramentas como ChatGPT e outras plataformas de IA, embora úteis, podem comprometer a integridade acadêmica quando usadas inadequadamente. A UFSC estabelece um precedente importante para outras instituições brasileiras enfrentarem essa questão emergente.
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